terça-feira, 20 de abril de 2010
O Flagelo do HIV/SIDA em Moçambique!!!
O HIV/SIDA é dos maiores flagelos das sociedades contemporâneas, atingindo sobretudo países em que a pobreza é avassaladora. O VIH/SIDA e a pobreza extrema são duas realidades que se potenciam e cujo combate constitui um dos maiores desafios da civilização no século XXI como ilustram os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (Objectivo 6: Combater o HIV/SIDA, malária e outras doenças).
A pobreza, por tornar as condições de vida do ser humano menos dignas, sem acesso aos cuidados básicos de saúde, higiene e nutrição, cria condições favoráveis para a propagação do VIH/SIDA.
Indivíduos que vivem diariamente nestas condições não conseguem libertar-se desta armadilha, necessitando de um apoio externo que lhes possa conceder uma oportunidade de melhorar a sua qualidade de vida. A existência em simultâneo destas duas realidades prende milhões de pessoas a uma vida de miséria na África Subsaariana.
Moçambique situa-se entre os oito países do mundo com maior taxa de prevalência estimada de VIH em adultos em idade produtiva. A situação do VIH/SIDA na Província de Gaza é cada vez mais dramática, caracterizando-se por um aumento do número de novas infecções à medida que o tempo vai passando. De acordo com os dados da última ronda de Vigilância Epidemiológica de VIH, em 2007, divulgados pelo Ministério da Saúde, o distrito de Bilene/Macia, pertencente a Gaza, passou a ser afectado pela epidemia com a taxa de prevalência de VIH estimada em 27%.
Igualmente presente em Moçambique concretamente no distrito de Bilene/Macia, província de Gaza, está o G.A.S.Porto, ONG portuguesa, que desde 2003 vem actuando nesta região.
Do conhecimento e trabalho em conjunto de 2006 a 2009 entre o G.A.S.Porto e a Cruz Vermelha de Moçambique, nasce o projecto “Amigo Positivo – Uma Oportunidade na Vida” que pretende ser um elo de ligação entre o Norte e o Sul, entre a possibilidade e a necessidade, entre caridade e a esperança!
Entre estatísticas, debates, uma infinidade de documentos que se encontram em tudo o que é sítio em relação a esta problemática, nada há como conhecer e entrar na realidade dos protagonistas destas histórias, ver a força que têm todos os dias em que se levantam e não sabem se sequer irão comer para repôr todas as energias que serão gastas nesse dia, não sabem o que será a sua vida ou a dos seus filhos, irmãos, mas as forças para sorrir e lutar por cada dia não se esgotam... "nunca tiveram água ou electricidade, rádio ou televisão"... e há quem eleja como falta capital uma bola de futebol, e quando lhes perguntamos o que lhes faz falta, a resposta é "nada, nada. Só... nada, nada, nada... Está tudo bom, sim..." com um sorriso inspirador.
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